sábado, 30 de agosto de 2014

OLÍVIO DUTRA: PT SE ACOMODOU EM TER PODER E CARGO

Via blog Evidentemente do Jornalista Jadson Oliveira
Ex-governador, Dutra disputa uma eleição após oito anos (Foto: Emilio Pedroso/UPPRS)
Candidato ao Senado pelo RS pede união de partidos de esquerda e diz que irá lutar por reformas profundas. Leia a entrevista com o ex-governador:

“Há necessidade de um bom debate sobre a reforma política, que eu não tenho ilusão que será do Congresso. Espero que o povo possa dar uma boa renovada, mesmo assim acho que não podemos nos iludir que seja uma reforma de lá para cá. Tem que ser uma de baixo para cima”.

Por Piero Locatelli — de Porto Alegre, no sítio web da revista Carta Capital, de 29/08/2014 (recomendada pelo velho companheiro Geraldo Guedes, advogado em Brumado-Bahia)


O ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra (PT) disputa uma nova eleição após oito anos. Uma das vozes mais críticas dentro do PT, Olívio tem como principais rivais o ex-apresentador da RBS Lasier Martins (PDT) e Pedro Simon (PMDB), que entrou na disputa após Beto Albuquerque (PSB) tornar-se vice de Marina Silva na disputa à Presidência.

As principais plataformas de Olívio na disputa são a reforma fiscal, agrária, urbana e política, nenhuma delas concretizada pelo governo do seu partido nos últimos doze anos. Olívio disse que deve fazer o debate interno no PT e que não busca “conforto” em seu mandato. Segundo ele, o PT se acomodou, e agora deve buscar a união com partidos de esquerda.

Nesta semana, CartaCapital publicou entrevista com os candidatos ao governo do Sul Ana Amélia e Tarso Genro, além do candidato ao Senado Lasier Martins.

Leia abaixo trechos da entrevista com o candidato:

CartaCapital: Sua última eleição foi em 2006, quando foi derrotado pela Yeda Crusius (PSDB) na disputa ao governo estadual. O que o senhor fez neste período?

Olívio Dutra: Nunca parei de militar por um projeto coletivo. É um projeto do PT no que ele tem fundante, como um partido que não nasceu de cima para baixo, dos gabinetes. Tenho um compromisso com esse partido socialista e democrático, que não tem uma direção que impõe políticas. Nada é definitivo, por isso sempre estou militando, aprendendo e transmitindo as experiências que tive. Foi isto que fiz neste período, ocupado pela militância.

CC: O senhor acha que a militância vai além da disputa de cargos, então por que voltar à institucionalidade? Por que o senhor se tornou candidato?

OD: Porque a institucionalidade também é um espaço de disputa de projetos. Tinha um companheiro, o Adão Preto, filho de pequenos agricultores sem terra que foi eleito deputado estadual e umas três vezes federal. Ele nunca abdicou da sua relação com os movimentos sociais, especialmente os sem terras e os pequenos agricultores. Ele sempre é um exemplo para mim da ponte entre a institucionalidade e a não institucionalidade. A não institucionalidade é um espaço aberto onde o povo se organiza e não tem que submeter ou ser cooptado para dentro da máquina do Estado. No entanto, os movimentos sociais disputam espaço maior para seus projetos na institucionalidade.

Ele sempre dizia “um pé na luta e outro no parlamento”. Lá dentro, o espaço para nós, para os movimentos sociais, é um espaço minado pelos que compõe maioria na institucionalidade, onde predomina o poder econômico. No Senado, eu aceitei essa condição, não postulei, não reivindiquei, não queria ser. E agora eu sou de corpo inteiro, de corpo e alma nessa campanha.

(...)


CC: Uma particularidade da eleição no Rio Grande do Sul é que dois candidatos são ex-comentaristas da RBS. Ao que o senhor atribuiu esse fato no Estado?

OD: Acho que temos um problema sério no país para a consolidação da democracia, essa questão é a falta de um marco regulatório das empresas de mídia. Não estamos falando da liberdade de imprensa e expressão, mas de como se montam grupos que monopolizam regionalmente a produção da notícia. A Constituição tem de funcionar. E ela não é favorável a essa formação de monopólios que existem nesse país. Mas não é só aqui. O Congresso está cheio de gente originária dessa mina que é a grande mídia. Chegamos a ter presidentes da República donos de repetidoras da Globo. Vai ver em outros locais, está cheio de gente umbilicalmente ligado a essa visão monopolista da produção da notícia, onde a notícia é um produto que eles embalam de acordo com seu interesse. E o pior é que eles disfarçam a sua visão ideológica partidária, são eles que municiam a centro direita contra qualquer processo que consolide a democracia para ela ser efetivamente vivida pela população e não uma democracia embutida segundo o interesse dos mais poderosos.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PCdoB e DEM no Pará "Juntos e misturados",


 No Pará, a coligação PR / DEM / PHS / PROS / PC do B / PSL / PDT / PPL tem um nome sugestivo ou no mínimo provocador: "Defendendo o Pará".  Alguns que sabem da história do DEM, ex-Arena, PDS, Frente Liberal e muitos nomes desse partido filhote da ditadura militar, regime que, dentre outras graves tropelias, matou muita gente - que o digam os familiares dos militantes do PCdoB que foram assassinados aqui no Pará na famosa Guerrilha do Araguaia.
 
A direção do PCdoB deve ter muitos argumentos para tentar justificar essa coligação: os tempos – dizem por aí - são de democracia e dos "MMA’s do Vale Tudo da vida política". Então é isso aí, DEM e PCdoB, "juntos e misturados"!

O Avião que matou Eduardo Campos, matou também outras candidaturas..


Aécio Neves, Pastor Everaldo "PUM", os votos nulos, e está abrindo a cova de Dilma. Marina Silva hoje se tornou a Coveira eleitoral...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

PT demoniza relação de Marina com bancos, mas e o governo Lula?

 


Jornal GGN - Roldão de Arruda, em artigo publicado originalmente no jornal O Estado de S. Paulo, traça um paralelo entre Marina Silva e Luiz Inácio Lula da Silva no que tange a aproximação com banqueiros ou herdeiros de grande empresas do capital financeiro. Para ele, Lula e Henrique Meirelles foi um indício de que o elo pode funcionar, como ocorreu no Banco Central. Falta à Marina explicar, no caso, como seria com Maria Alice Setúbal, herdeira do Itaú, em um possível governo do PSB.
 
Por Roldão Arruda, no Estadão
Lula também se aproximou de banqueiros. O que falta aos defensores de Dilma é esclarecer quais são as diferenças entre as propostas dela e as de Marina em relação aos bancos
A amizade de Marina Silva com Maria Alice Setubal, mais conhecida como Neca, tem provocado críticas de tom quase apocalíptico entre simpatizantes de outras candidaturas. Elas relacionam a presença da herdeira do Banco Itaú na campanha a um crescimento desmedido do poder do capital financeiro no governo, em caso de vitória da candidata do PSB.
A maior parte das críticas vem de petistas, o que me faz pensar em como o partido trata os banqueiros desde sua ascensão ao poder. Lembro de imediato da composição do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seu primeiro mandato. Um dos primeiros nomes a serem definidos foi o de Henrique Meirelles, ex-executivo do Bank of Boston.
Lula entregou a ele o Banco Central. E deu carta branca. Correu tudo tão bem, o azul no balanço dos bancos ficou tão reluzente, que agora é comum ouvir, entre porta-vozes da capital financeiro, que foi o melhor período de todos os anos do PT no poder.
Lembro também de uma campanha, um interminável plantão de reportagem que cumpri diante da imponente entrada de carros de um condomínio na região dos Jardins. Lá em cima, na biblioteca do apartamento do empresário Ivoncy Ioschpe, Lula conversava com alguns dos mais poderosos empresários e executivos do País.
Era agosto de 2005 e o governo atravessava a sua primeira grande crise. A conversava ia e vinha entre o chamado mensalão e um novo escândalo envolvendo o nome do ministro da Fazenda, Antonio Palocci – um ex-trotskista que havia adquirido enorme habilidade no trato com os banqueiros.
Lula foi uma das últimas pessoas a deixar o edifício. Nem olhou para os repórteres. Soube-se mais tarde, por relato dos convidados, que um de seus principais interlocutores na noite foi Paulo Setubal, também ligado à família que controla o Itaú.
Lembro, para finalizar, do informe do Banco Santander que apontou a presidente Dilma como responsável pela piora no quadro econômico do País. Os petistas reagiram com justa indignação. Os tucanos teriam feito o mesmo se algum analista do mercado financeiro tivesse enfiado na correspondência dos seus correntistas qualquer informação que pusesse em dúvida a capacidade de Aécio Neves para dirigir a economia brasileira.
O detalhe que chamou minha atenção no episódio foi a maneira como o presidente Lula reagiu. Ao dizer que o informe não podia ser atribuído ao espanhol Emilio Botin, presidente do quarto maior banco do mundo em termos de lucros, procurou demonstrar certa intimidade com o banqueiro, chamando-o em mais de um momento pelo nome, como se fossem amigos. “Não foi o Botin que escreveu isso”, afirmou.
Nesse cenário, no qual dois políticos que vieram das camadas mais populares do País mostram intimidade com filhos ou representantes da elite financeira, o que pode contribuir para melhorar o debate e esclarecer o leitor não é nenhum tipo de demonização de pessoas, mas sim a análise e a comparação daquilo que propõem e fazem.
Em relação aos bancos, quais são as diferenças substanciais entre as propostas feitas por Dilma e Marina na campanha? Quais as diferenças básicas no pensamento dos economistas que assessoram as duas equipes? O que diferencia as ações de Meirelles daquilo que Marina pretende fazer?
Marina vai defender a autonomia do Banco Central garantida em lei – uma ideia que ela não aceitava até recentemente. O que tal iniciativa muda na vida dos cidadãos? O que a Dilma vai fazer em relação a isso? Qual das duas vai manter as taxas de juros nos patamares atuais? Quem vai rebaixá-las?
Se Dilma tem uma proposta que favorece menos o capital financeiro e acha isso importante, ela que trate de explicitar a diferença nos debates com Marina e Aécio.

domingo, 24 de agosto de 2014

No Pará: PSTU pode eleger seu primeiro deputado federal

Vereador Cleber Rabelo (PSTU)
A direção nacional do PSTU, que não tem nenhum representante na Câmara Federal nem no Senado, está apostando todas suas fichas no vereador Cleber Rabelo, de Belém, para  eleger seu primeiro deputado federal. O partido está coligado na chapa para deputado federal ao Psol, que tem o ex-prefeito de Belém, Edmilson  Rodrigues, como puxador de votos.
 
O vereador Cleber, líder dos operários da construção civil na capital paraense, é o segundo nome com maior densidade eleitoral na coligação Psol/PSTU. Nas pesquisas internas, o nome de Edmilson aparece como um dos mais citados pelos eleitores. Se sua força eleitoral se confirmar e ele conseguir uma votação expressiva, a coligação pode fazer dois federais. O segundo será, portanto, o líder sindical.   

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Ananindeua tem uma Secretaria Municipal de Pesca, você sabia?


É, Ananindeua tem uma secretaria de pesca. Quantos pescadores tem nossa cidade? o que faz essa secretaria? O blog queria que alguém da prefeitura  enviasse informações  sobre a  atividade desse órgão no município.  Será que a  secretaria vai ter um famoso  titular  em janeiro de 2015?
No aguardo.

Quem é quem no núcleo duro de Marina Silva

Via revista Fórum
Por Renato Rovai
 
Marina Silva foi vereadora em Rio Branco e deputada estadual pelo Acre, antes de chegar ao Senado, de forma surpreendente, numa eleição que contrariou todas as pesquisas, em 1994. Sua trajetória no Senado foi de militante ecológica e isso a levou não somente a se reeleger senadora em 2002, como também a ser uma das primeiras ministras anunciadas por Lula para a pasta de Meio Ambiente, em 2002.
Marina, mesmo sendo política há mais de 25 anos, costuma ser considerada como uma outsider. Talvez por conta de seu comportamento discreto e ao mesmo tempo bastante autocentrado. São poucas as pessoas que compartilham da intimidade da nova candidata à presidência da República pelo PSB e um número ainda menor aos quais ela oferece os ouvidos. Quem diz isso são seus amigos e aliados, como o deputado federal Alfredo Sirkis.
A crise de hoje com o secretário-geral do PSB e ex-coordenador da campanha de Eduardo Campos, o pernambucano Carlos Siqueira, é um pouco resultado desse comportamento difícil da candidata. Mas Marina tem um núcleo duro. E é com as pessoas desse grupo que ela tem decidido boa parte dos seus passos políticos desde que saiu do PT mirando uma candidatura presidencial.
Conheça um pouco daqueles que fazem a cabeça da candidata.
 
Walter Feldman – Atualmente deputado federal, é médico de formação e foi uma das principais lideranças do PSDB em São Paulo por muitos anos. É cristão novo na relação política com Marina Silva, mas muito rapidamente ganhou a sua confiança. É o atual porta-voz da Rede e foi guindado ontem a coordenador geral da campanha no lugar do socialista Carlos Siqueira, o que abriu a primeira crise na campanha da candidata.
Feldman é tudo menos alguém exatamente da “nova política”. Já teve sete cargos legislativos e cinco executivos. Sempre foi próximo de José Serra e foi seu coordenar de subprefeituras em São Paulo, entre 2004-2005. Em 2006 foi um dos principais articuladores da campanha do então ex-prefeito para o governo do estado de São Paulo. Antes já havia sido chefe da Casa Civil durante o governo de Mario Covas. Também foi um dos principais articuladores do PSDB no governo Kassab, tendo sido secretário de Esporte e Lazer no governo do pesedista.
Feldman tentou ser candidato a prefeito pelo PSDB por algumas vezes, mas não conseguiu. Na última eleição municipal, atribuiu-se a ele articulação do apoio do pastor Silas Malafaia à José Serra.
Depois que Marina Silva deixou o PV, ele se desfilou do PSDB e ajudou na fundação da Rede, como esta não conseguiu autorização da justiça para se tornar partido, desistiu de disputar novo mandato parlamentar. Até por conta dessa atitude teria se tornado a voz da Rede e ganhado muito espaço junto à candidata.
 
Eduardo Gianetti da Fonseca – responsável pelo programa econômico da candidatura de Marina Silva. É formado em Economia (FEA) e Ciências Sociais (FFLCH), ambas na USP. Tem uma postura mais neoliberal e defende que o Banco Central seja independente. Ou seja, não tem nenhuma relação com as políticas econômicas do governo. Apenas com os interesses do mercado. Em declarações à imprensa já disse que um eventual governo Marina Silva será “menos estatizante do que o de Dilma Rousseff” e também tem defendido a tese do corte de ministérios. Ou seja, considera que o Brasil precisa ter um Estado menor.
Durante a gestão de Lula (2002-2010) classificou como “irresponsável e inaceitável” os aumentos dados às aposentadorias e aos funcionários públicos. O que sinaliza para uma separação entre o salário mínimo do trabalhador na ativa e do aposentado. Algo defendido por economistas neoliberais.
 
Pedro Ivo Batista – É amigo e assessor político de Marina Silva há muito tempo. Foi militante do PT desde quase sua fundação, tendo participado da mesma tendência interna da candidata, o Partido Revolucionário Comunista (PRC), que no movimento estudantil se organizava na corrente Caminhando. A principal liderança do PRC era o ex-deputado José Genoino. Naquela época, Marina era bastante ligada a Ozeas Duarte, que era um dos principais dirigentes da tendência. Quando Marina sai do partido e vai para o PV, Pedro Ivo sai junto. Depois deixa o PV junto com Marina para construir a Rede. E agora está junto com ela no PSB.
Considerado um dos braços direitos de Marina Silva no ministério do Meio Ambiente (2003-2008), Pedro Ivo foi o responsável pela coordenação da Agenda 21 Brasil. Cearense e ex-bancário, foi dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e coordenador nacional de Meio Ambiente. Tem bom trânsito no PT e é considerado uma pessoa equilibrada e bom articulador.
 
 
Maria Alice Setubal (Neca Setubal) – Conheceu Marina em 2007 e se aproximou muito dela na eleição de 2010. Por isso foi a escolhida para representá-la na coordenação do programa de governo de Eduardo Campos.
Acionista da holding Itaúsa, possui 1,29% do capital total, o que lhe conferiria uma fortuna de R$ 792 milhões. Em 2010, o Itaú doou R$ 1 milhão para a campanha de Marina.
Questionada se participaria de um eventual governo de Marina, Maria Alice Setubal  disse: “Supondo que Marina ganhe, eu estarei junto, mas não sei como. Talvez eu preferisse não estar em um cargo formal, mas em algo que eu tivesse um pouco mais de flexibilidade.”
Bazileu Margarido – É economista e do círculo mais próximo da candidata. Por este motivo, foi indicado por Marina para ser o tesoureiro de sua campanha na tarde de ontem. Na gestão de Marina à frente do Ministério do Meio Ambiente, foi o presidente do Ibama. Membro da executiva nacional da Rede é defensor do PAC e da construção das hidrelétricas. Bazileu foi um dos interlocutores da parceria entre Rede e PSB e defendeu a tese de que membros da Rede não deveriam aceitar cargos na executiva do PSB. É considerado um dos melhores amigos da candidata.
 
Alfredo Sirkis – É jornalista e deputado federal (PSB-RJ). Foi o principal articulador da ida de Marina Silva do PT para o Partido Verde. Tem militância ecológica antiga, foi fundador do PV, e na ditadura participou da luta armada no grupo Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Era muito ligado à candidata, mas a relação entre eles estremeceu quando a Rede não conseguiu ser formalizada enquanto partido. Na ocasião, escreveu o seguinte texto em seu blogue:
“Marina é uma extraordinária líder popular, profundamente dedicada a uma causa da qual compartilhamos (…). Possui, no entanto, limitações, como todos nós. Às vezes falha como operadora política, comete equívocos de avaliação estratégica e tática, cultiva um processo decisório ad hoc e caótico e acaba só conseguindo trabalhar direito com seus incondicionais. Reage mal a críticas e opiniões fortes discordantes e não estabelece alianças estratégicas com seus pares. Tem certas características dos líderes populistas embora deles se distinga por uma generosidade e uma pureza d’alma que em geral eles não têm.”
Esse texto de Sirkis, que teve forte relação com a candidata, acabou reforçando uma série de críticas que Marina enfrenta. E sua imagem sai ainda mais colada neste tipo de comportamento com a recente declaração de Carlos Siqueira, dizendo que foi rechaçado de forma grosseira por ela da coordenação da campanha. Siqueira gozava de grande confiança de Eduardo Campos.
Marina e Guilherme Leal, vice na chapa de 2010 (Foto: Valter Campanato / ABr)
Marina e Guilherme Leal, vice na chapa de 2010 (Foto: Valter Campanato / ABr)
 
Guilherme Leal – Co-presidente do Conselho da Natura e dono de 25% das ações da empresa. Está no ranking da Forbes entre as pessoas mais ricas do mundo. Posição de 461 (2010). Foi candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva em 2010 e doou R$ 11 milhões de reais para a campanha. Tinha se distanciado da candidata quando ela foi para a aliança de Campos, mas já deu sinais de que agora voltará a atuar de forma mais próxima.
A Natura é uma empresa que tem forte discurso de responsabilidade socioambiental, mas responde por processo de trabalho escravo e é acusada de biopirataria pelo Ministério Público Federal.
 
João Paulo Capobianco – Biólogo, fotógrafo e ambientalista. Durante a gestão da candidata à frente ao ministério do Meio Ambiente, foi secretário nacional de Biodiversidade e Florestas e secretário-executivo do ministério. Em 2010, foi o coordenador da campanha de Marina Silva e mais recentemente um dos principais articuladores da fundação da Rede.
Capobianco teve o nome cogitado para disputar o governo do Estado de São Paulo. Porém, em função da negociação do PSB com Geraldo Alckmin (PSDB), essa hipótese nem ganhou muito espaço.
Capobianco é um crítico ferrenho do governo Dilma e o classifica como um atraso para a questão ambiental no Brasil.
Além desse grupo, Marina leva muito em consideração a opinião de seu marido, Fábio Vaz de Lima, que até esta semana ocupava um cargo de comissão no governo do Acre, e de pessoas com quem tem relação muito mais pessoal do que política. Esse é um hábito que a candidata cultiva. Ela não leva em consideração apenas a opinião do seu grupo mais político. E muitas vezes surpreende a todos com decisões inesperadas, como a filiação ao PSB para ser vice de Eduardo Campos.
De qualquer maneira, muito do que Marina vier a fazer nos próximos dias que podem levá-la ou não ao segundo turno e até a presidência da República terá muito a ver com esse grupo apresentado nas linhas acima.
 
Colaborou: Marcelo Hailer